Aflição

Sigo eu andando por meu caminho, vivendo de forma bem tranquila, feliz, empregada e estabilizada.

Muitas vezes me deparo com algumas injustiças sociais nas ruas por aí, o que provoca em mim muitos ais.

Principalmente hoje em dia, em tempos de pandemia, quando vejo jovens malabaristas nas esquinas.

Apresentam-se nesta sina com os mais diversos objetos e acessórios, e com o fogo não se amedrontam.

Quando estou em esquina e um deles se aventura com objeto e fogo fico, com certeza, muito ressabiada.

Acho desnecessário, e o perigo iminente. Outro dia passou uma viatura da polícia viu a cena e... nada!

Fiquei imaginando: será que a polícia não considera isto perigoso? Seria somente eu a preocupada?

Fato é que tem aumentado cruzamentos com malabaristas, e mais e mais vendedores, de água a pipoca.

O desemprego bateu à porta, e além do mais nesta época chegam na cidade estrangeiros com necessidades.

Isto sem contar os andarilhos, os moradores de rua, que também nos acercam pedindo algum dinheiro.

Minha preocupação é latente! Muita gente precisando do básico! E se a ajuda for também para droga?

Nestas horas a Deus se roga! Penso em como reagir a tamanha aflição ao ser atingida em meu coração.

Fico imensamente entristecida com a vida destas pessoas, gente desconhecida para mim, em busca do pão.

Constato, infelizmente, mais uma vez, que de fato há muito o que se fazer, afinal, pela reintegração social!

Rita Reis – novembro de 2020

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