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Haveria amor, ou só dor?

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Quando a vi estava sentada e cabisbaixa na viela próxima ao rio. Não era muito jovem, e estava com um ar de muita tristeza. Ela me chamou com sua voz rouca e eu parei, apesar de estar com bastante pressa. Voltei meu olhar para aquela mulher assim meio largada ali no meio do nada. Ela estava também assustada, parecia até alcoolizada, drogada? Será? Sua voz balbuciava pedidos aflitos, pedidos de ajuda por alimento. Seus pedidos vinham intercalados com choro, chegou a soltar um grito aflitivo. Será que a fome lhe trazia dor? Ela não pedia e nem queria dinheiro, queria comida. Ao olha-la mais de perto fiquei em dúvida se ela estaria ou não grávida. E se estivesse, será que seu companheiro saberia de seu estado? Talvez nem tivesse um relacionamento amoroso, será? Teria um lar? Haveria alguém de quem ela pudesse também cuidar? Haveria alguém que se preocupasse com ela? Haveria amor, ou só dor? Minha passagem por ela teria sido rápida por demais, mas parei. Há os que não param, há os que não ...

Feirinha de antiguidades

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Certa vez busquei uma peça antiga em uma feirinha de antiguidades: precisava trocar os puxadores de uma escrivaninha antiga e lá fui eu! Não só encontrei os puxadores, como fiquei fã de carteirinha da feirinha e passei a ir com frequência nos finais de semana. Além daquela, passei a ir a outras também, em outros bairros, e me empolgava muito com as peças expostas. Passava algum tempo por ali curtindo tudo! Sempre que via as xícaras antigas eu me remetia à minha infância, pois tenho uma coleção de xícaras antigas, iniciada por minha mãe quando eu era bem pequena. Na época as minhas avós e as tias, além das amigas de minha mãe passaram então a aumenta-la. Eu a tenho até hoje, e ela é linda! Além das xícaras, os mais variados objetos eram expostos nelas. Comprei isqueiro de mesa, de prata, e comprei também um baleiro com estrutura de ferro, com os vidros sobrepostos e suas tampas de cobre, e algumas outras peças interessantes. Eu não me cansava de visita-las nos finais de semana. Um dia e...

A vida numa sociedade tecnológica

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No ano de 1964, ano bissexto do século XX, ocorreu a queda do Presidente João Goulart, da República Populista, e assim aconteceu a eleição indireta para Presidente quando foi empossado Humberto Castelo Branco praticamente no início da Ditadura Militar. Por volta deste ano chega a tão esperada televisão em nossa cidade, Araçatuba, no interior do Estado de São Paulo! Quanta expectativa! Quanta torcida! Quanta alegria! TV em branco e preto, muitos chuviscos, muitas quedas da transmissão, mas enfim TV! O assunto na escola era só este, mas na época a TV ainda era para poucos, o aparelho era novidade. Papai fazia parte do grupo que fazia os esforços para a vinda da TV. Quantas idas e vindas à torre de televisão ainda recém-construída! Que empolgante, pois antes só tínhamos o rádio na área da comunicação! Em 1973 foi o ano em que os  Presidentes Emilio Garrastazu Médici do Brasil e Alfredo Stroessner do Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu para o aproveitamento hidrelétrico ...

Árvores altivas

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Em meus caminhos vejo Por entre ruas e avenidas Árvores altivas em verdejo Majestosamente reunidas Plantadas por algum desejo Mostram-se já estabelecidas E em rotatórias as revejo Frutíferas são, ou floridas Misturadas em pleno festejo Pequenas foram sim inseridas Por anônimos neste desfecho Que plantaram as suas queridas E são responsáveis pelo bom ensejo Vivas às que para o nosso meio ambiente foram trazidas!   Rita Reis – abril de 2021 ATENÇÃO : Por algum motivo desconhecido  por mim   alguns comentários não aparecem no blog. Portanto, solicito que se você se interessar em fazer algum comentário, por favor me  envie um e-mail para  rclvreis57@gmail.com   Obrigada pela sua compreensão e pelo  seu tempo!

“Bença” vô

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Vovô chegava sempre alegre para nos visitar. Nós morávamos a um quarteirão da casa de meus avós maternos, então ele vinha nos ver todos os dias. Tirava o chapéu para nos cumprimentar ou sempre que entrava em casa. O chapéu só era usado na rua para protegê-lo do sol. Seu chapéu era marrom escuro e impecável. Como nós estávamos sempre fora de casa, brincando, ele tirava a chapéu para nós e sempre dizia: “bença” vô, e assim repetíamos: “bença” vô e aí em resposta ele dizia:  Deus o(s) a(s) abençoe . Então ele colocava o chapéu de volta na cabeça. Era assim sempre! Um de meus irmãos, o mais levado, quando vovô tirava o chapéu para ele e dizia: “bença” vô, ele respondia: Deus o abençoe e todos ríamos, e vovô também ria! O hábito de pedir a bênção era muito respeitado em casa. A “bença” era pedida aos nossos pais sempre que saíamos, e que chegávamos, e antes de dormir, e assim nossos pais nos abençoavam. Mamãe hoje em dia continua nos abençoando. Que saudade da infância, das brincadeiras...

Trauma e paúra para toda a vida!

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Luiza tinha sete anos e vinha brincando e cantarolando pela rua. Naquela época não havia movimento de carros, diziam que não havia perigo. Estavam a caminho de uma casa ali perto para buscar um projetor de filmes. Era já final de tarde, e estavam caminhando apressados, o padre, e as crianças que iriam assistir ao filme na casa de uma das avós. Luiza se distanciou um pouco deles e neste momento saiu um cachorro da casa em frente, correndo em disparada. Olha aí o perigo! Os donos do cachorro corriam atrás dele e o chamavam, mas o cachorro foi direto em direção a Luiza e pulou sobre o ombro dela. Luiza era uma menina pequena e franzina, e o cão quase a derrubou, e ainda mordeu seu braço. Ela gritava assustada e no mesmo instante o cão pulou sobre o menininho próximo dela e o mordeu também. Vieram todos em socorro deles. Com isto desistiram do filme, a aventura acabou em acidente. Agora restava saber sobre a vida do cachorro: se estaria ou não vacinado, se estaria ou não com raiva. Como o ...

Alegria

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A h que delícia a folia L ugar de grande euforia E maranhada com a magia G ogó em empolgante cantoria R isos e poesia em sincronia I novando  na criativa fantasia A h no embalo da harmonia! Meus ais... ainda em tempos de pandemia, mas lembrando de meus antigos carnavais! Rita Reis – março de 2021 ATENÇÃO : Por algum motivo desconhecido  por mim   alguns comentários não aparecem no blog. Portanto, solicito que se você se interessar em fazer algum comentário, por favor me  envie um e-mail para  rclvreis57@gmail.com   Obrigada pela sua compreensão e pelo  seu tempo!

Sonho

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Brindando a noite e... partindo. Dormir e mais um sonho bem-vindo. Viagem sempre muito esperada. Decolando com a força das pernadas. Sobrevoando as pedras esmeradas. Sentindo no rosto o vento e o lampejo. Em câmara lenta o lindo festejo. O sonho ultrapassando a razão. Há que sentir a grande emoção. E a aurora chegando, sem demora. Vejo o dia amanhecendo, e agora? Findando a alegria da bela fantasia. Mas o dia chega em boa hora! Mais um dia a viver, que vitória! Rita Reis - escrito em  20/04/20 - publicado em março de 2021 ATENÇÃO : Por algum motivo desconhecido  por mim   alguns comentários não aparecem no blog. Portanto, solicito que se você se interessar em fazer algum comentário, por favor me  envie um e-mail para  rclvreis57@gmail.com   Obrigada pela sua compreensão e pelo  seu tempo!

Noite fria

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Não era muito tarde quando bateram à porta da casa de Rebeca. Uma voz também chamava: - oh de casa, tem alguém aí? Ela ficou apavorada, pois morava sozinha e tinha medo de abrir a porta para quem quer que fosse. Temia o desconhecido. Devia ser umas nove horas da noite ou talvez um pouco mais. Fazia frio. Ela já estava se preparando para tomar um chá e ir se deitar. Como o chá antes de deitar me faz bem, dizia ela.  Mesmo no verão tomava o chá bem quentinho. Podia ser de camomila ou de  erva cidreira, que a faziam relaxar e dormir bem. De manhã, no lugar do café, gostava de tomar o chá verde para lhe dar a disposição necessária para o seu dia de trabalho. A porta da casa de Rebeca ficava rente à calçada, não tinha muro nem grade e a pessoa insistia em bater na porta. O fecho da porta era de metal em forma de aro o e o barulho ressoava dentro da casa. A voz também insistia, - oh de casa, tem alguém aí? Rebeca pensou em ligar para a polícia, mas ao mesmo tempo pensava, e se fosse...

Intermitente e preocupante crise do Covid-19

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Desde praticamente o final do mês de fevereiro do ano bissexto de números repetidos, 2020, um ano totalmente fora do contexto, atípico, que certamente vai ficar para a história e em nossa memória, temos vivido a repetida, ou melhor, a intermitente e preocupante crise do Covid-19, o famigerado coronavírus. Temo muito este vírus que ainda não está nos deixando por ora, aliás não parece querer ir embora. Já se lá vão longos meses desta aflição no Brasil, deste vírus que não aceita desfeita! No mundo o vírus surgiu uns meses antes de chegar aqui no Brasil, aparecendo na China, e depois seguindo para a Europa acabou vindo para cá e se espalhou para o mundo através dos muitos viajantes! Talvez o nosso carnaval tenha sido o grande evento responsável pela rápida propagação do vírus aqui no Brasil. Na verdade o carnaval deveria ter sido de fato cancelado, mas dado ao dinheiro normalmente arrecadado infelizmente não foi! No início da pandemia do coronavírus ficou tudo praticamente fechado, e o c...