Noite fria
Não era muito tarde quando bateram à porta da casa de Rebeca. Uma voz também chamava: - oh de casa, tem alguém aí? Ela ficou apavorada, pois morava sozinha e tinha medo de abrir a porta para quem quer que fosse. Temia o desconhecido. Devia ser umas nove horas da noite ou talvez um pouco mais. Fazia frio. Ela já estava se preparando para tomar um chá e ir se deitar. Como o chá antes de deitar me faz bem, dizia ela. Mesmo no verão tomava o chá bem quentinho. Podia ser de camomila ou de erva cidreira, que a faziam relaxar e dormir bem. De manhã, no lugar do café, gostava de tomar o chá verde para lhe dar a disposição necessária para o seu dia de trabalho. A porta da casa de Rebeca ficava rente à calçada, não tinha muro nem grade e a pessoa insistia em bater na porta. O fecho da porta era de metal em forma de aro o e o barulho ressoava dentro da casa. A voz também insistia, - oh de casa, tem alguém aí? Rebeca pensou em ligar para a polícia, mas ao mesmo tempo pensava, e se fosse...