Intermitente e preocupante crise do Covid-19

Desde praticamente o final do mês de fevereiro do ano bissexto de números repetidos, 2020, um ano totalmente fora do contexto, atípico, que certamente vai ficar para a história e em nossa memória, temos vivido a repetida, ou melhor, a intermitente e preocupante crise do Covid-19, o famigerado coronavírus. Temo muito este vírus que ainda não está nos deixando por ora, aliás não parece querer ir embora. Já se lá vão longos meses desta aflição no Brasil, deste vírus que não aceita desfeita! No mundo o vírus surgiu uns meses antes de chegar aqui no Brasil, aparecendo na China, e depois seguindo para a Europa acabou vindo para cá e se espalhou para o mundo através dos muitos viajantes! Talvez o nosso carnaval tenha sido o grande evento responsável pela rápida propagação do vírus aqui no Brasil. Na verdade o carnaval deveria ter sido de fato cancelado, mas dado ao dinheiro normalmente arrecadado infelizmente não foi!

No início da pandemia do coronavírus ficou tudo praticamente fechado, e o comércio, bem como as academias, foram sem dúvida os estabelecimentos mais afetados. Abriram somente os estabelecimentos prioritários principalmente para a saúde e alimentação, mas inclusive com restrições de horários e formas de trabalho. Bancos também tiveram restrições no atendimento ao público. Praticamente tudo ficou dificultado. Passamos por fases: vermelha, laranja, amarela e verde, que propuseram variados tipos de procedimentos de precaução, com maiores ou menores restrições. O Supremo Tribunal Federal (STF) deu o poder de decisão sobre a população aos Governadores e Prefeitos para determinarem medidas impositivas e restritivas durante a pandemia. Eles então passaram, portanto, a definir quais atividades seriam suspensas e os serviços que não seriam interrompidos, ou seja, os Governadores dos Estados e os Prefeitos foram os responsáveis pela condução geral da crise. O Presidente da República não teve ação, ficou de mãos atadas! Independente disto o Governo Federal não deixou na mão os muitos brasileiros necessitados, desempregados e trabalhadores informais, pois concedeu ajuda financeira a boa parte da população. A ajuda financeira pode não ter sido individualmente muito alta para quem a recebeu por alguns meses a fio, e conforme parecer de algumas pessoas, mas com certeza o volume total pago foi muito grande para o Governo Federal despender para quem se cadastrou no programa de auxílio emergencial. Para o Governo Federal este auxílio emergencial foi um grande diferencial!

E como se precaver contra este vírus? A precaução é a máscara de uso obrigatório, as mãos sempre limpas com álcool em gel, e água e sabão constante sempre que se tem uma pia ao alcance; e ainda desinfetante para os pés nas entradas dos mais diversos ambientes. Já estivemos na fase verde, mas infelizmente regredimos! Hoje em dia, quando estão abertos ao público, restaurantes ou padarias com serviço self-service também providenciam as luvas plásticas descartáveis para todos os frequentadores se servirem, que são necessárias e responsáveis para evitar a contaminação no contato com os talheres de servir, de manuseio comum.  Todos os estabelecimentos comerciais disponibilizam o álcool em gel na entrada e em locais internos accessíveis aos clientes.  O termômetro na entrada dos estabelecimentos comerciais também passou a ser obrigatório, e temperatura acima de 37,8 ºC é considerada febre, não podendo, portanto, a pessoa entrar no estabelecimento se estiver com indicação de febre.

A população toda se esquiva, mas este vírus vem e não avisa. Infelizmente muitos jovens irreverentes se aglomeram em baladas e do nada acabam pegando e assim transmitindo o perigoso vírus aos seus pais e avós que estavam e ficavam isolados em casa. Os idosos e os que tem problemas pré-existentes de saúde são os mais diretamente afetados e vários acabam sendo intubados em hospitais, permanecendo na U.T.I. com o pulmão comprometido. Já perdemos muitas pessoas para o vírus, inclusive muitas pessoas também da área da saúde, como médicos e enfermeiros, o que nos deixa muito aborrecidos e tristes! No entanto, nos tempos atuais parece que não existe outra doença, só esta que chegou por aeronave internacional parece ser a mais grave! As estatísticas, desde praticamente o início da pandemia, só mostram índices do Covid-19, pode?

A vacina para a imunização da população é hoje em dia a grande questão!

Rita Reis –  dezembro de 2020

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