“Bença” vô
Vovô chegava
sempre alegre para nos visitar. Nós morávamos a um quarteirão da casa de meus
avós maternos, então ele vinha nos ver todos os dias. Tirava o chapéu para nos
cumprimentar ou sempre que entrava em casa. O chapéu só era usado na rua para
protegê-lo do sol. Seu chapéu era marrom escuro e impecável. Como nós estávamos
sempre fora de casa, brincando, ele tirava a chapéu para nós e sempre dizia:
“bença” vô, e assim repetíamos: “bença” vô e aí em resposta ele dizia: Deus
o(s) a(s) abençoe. Então ele colocava o chapéu de volta na cabeça. Era assim
sempre! Um de meus irmãos, o mais levado, quando vovô tirava o chapéu para
ele e dizia: “bença” vô, ele respondia: Deus o abençoe e todos ríamos, e vovô
também ria! O hábito de pedir a bênção era muito respeitado em casa. A “bença”
era pedida aos nossos pais sempre que saíamos, e que chegávamos, e antes de
dormir, e assim nossos pais nos abençoavam. Mamãe hoje em dia continua nos
abençoando. Que saudade da infância, das brincadeiras! Que saudade do papai,
dos avós e de alguns tios e primos queridos que já se foram para o outro plano,
para a eternidade!
Rita Reis – março de 2021
ATENÇÃO:
Obrigada pela sua compreensão e pelo seu tempo!
Comentários
Enviar um comentário